Sinopse: Com uma narração intrigante, não-linear e uma prosa magnífica, Caitlín vai moldando a sua obsessiva personagem. Imp é uma narradora não-confiável e que testa o leitor durante toda a viagem, interrompe a si mesma, insere contos que escreveu, pedaços de poesia, descrições de quadros e referências a artistas reais e imaginários durante a narrativa. Ao fazer isso, a autora consegue criar algo inteiramente novo dentro do mundo do horror, da fantasia e do thriller psicológico.
Oi gente!
Bom não sei nem como começar essa resenha. Não sei se ela vai ficar uma resenha que preste, mas eu preciso contar para vocês o que eu achei desse livro fantástico e como ele mexeu comigo. Antes de tudo, tenho que lhes contar: esse livro não é fácil de ser lido. É denso demais, complexo demais mas ao mesmo tempo singelo. Sei que estou me contradizendo, mas é assim que consigo descrever o livro.
A história nos apresenta Inp, a nossa protagonista. Ela nos conta que escreve a sua "história de fantasmas", e nos mostra como sua mente funciona. Nossa protagonista é esquizofrênica. E ela nos leva para os recantos mais íntimos de sua mente, que para mim de louca não tem nada. Imp, só enxerga o mundo de uma forma diferente, de um forma única, só dela que até mesmo as vezes nem ela mesmo sabe ou entende.
A menina submersa não é aquele livro para ser lido de uma vez só. Deve ser degustado como um vinho, o que pode muitas vezes nos fazer refletir, ou nos deixar confusos, pois como eu disse, Imp tem um modo só dela de enxergar as coisas. E temos que passar a enxergar e pensar como ela para entrarmos na história realmente. Muitas vezes me vi confusa ao me deparar com a narrativa adversa, onde a nossa protagonista nos conta sua história quase que de maneira interativa, onde você acaba se perguntando como seria se tudo aquilo fosse diferente, se a história tivesse um outro rumo.
"Fantasmas são essas lembranças fortes demais para serem esquecidas, ecoando ao longo dos anos e se recusando a serem apagadas pelo tempo "p. 23
" Na minha mente, isso tudo forma um circulo perfeito, um circulo elegante e inescapável. Mas ao ver no papel, parece meio confuso. Tenho medo de que não fique claro de modo algum o que eu quero dizer. O que eu quero tirar da minha mente e colocar em algum lugar fora de mim. Não sei as palavras exatas, talvez porque não há palavras certas para trazer uma assombração para a luz e prender com tinta e papel." p. 57
"Prefiro que a música encha o cômodo, em vez do silêncio à minha volta e apenas a música nos meus ouvidos. "p.109
"Prefiro que a música encha o cômodo, em vez do silêncio à minha volta e apenas a música nos meus ouvidos. "p.109
"Claro que eu nunca conheci uma pessoa inocente. No fim das contas, todo mundo machuca alguém, por mais que tente não machucar. "p.31
Não sei se consegui expressar tudo que eu senti com esse livro, mas espero que vocês tenham gostado da resenha e que leiam o livro. Eu super recomendo.
Beijinhos da Mari




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